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Transparência

Fontes e metodologia

Como as 230 perguntas do acervo foram escritas, conferidas e classificadas — e o que fazemos quando duas fontes confiáveis discordam.

Um quiz de geografia só é útil se o visitante puder conferir a resposta. Por isso cada uma das 230 perguntas do acervo carrega o endereço da fonte usada, visível assim que a resposta é revelada. Esta página explica como esse acervo foi construído.

A hierarquia de fontes

Quando precisamos decidir qual referência prevalece, seguimos esta ordem:

  1. Documentos oficiais do próprio país — constituições, leis de transferência de capital e portais de governo. Ninguém tem mais autoridade para dizer qual é a capital de um Estado do que o próprio Estado.
  2. Documentos das Nações Unidas — resoluções do Conselho de Segurança e da Assembleia Geral, além das classificações estatísticas da Divisão de Estatística.
  3. Levantamentos internacionais de referência — compêndios de países com processo próprio de verificação e atualização periódica.
  4. Obras enciclopédicas com revisão editorial — úteis sobretudo para contexto histórico e curiosidades.

As referências que mais usamos

Principais fontes usadas no acervo
FontePara que serve aqui
Nações Unidas — Estados-MembrosDefinir quais entidades tratamos como países soberanos.
Divisão de Estatística das Nações Unidas — classificação M49Base da divisão por continentes e regiões usada no site.
Biblioteca Digital das Nações UnidasTexto integral das resoluções citadas nos casos de status contestado.
The World FactbookConferência de capital, localização e dados básicos país a país.
Unesco — Lista do Patrimônio MundialConfirmação de sítios históricos citados nas curiosidades.
Portais oficiais de governosCasos de funções divididas, como África do Sul, Países Baixos e Suíça.
IBGE — PaísesReferência em português para nomes de países e dados gerais.

Quando as fontes divergem

Divergência entre fontes confiáveis quase sempre significa diferença de critério, e não erro. Nesse caso adotamos uma de três saídas, nesta ordem de preferência:

  • Especificar o critério na pergunta. Em vez de "qual é a capital da Bolívia?", perguntamos qual é a capital constitucional ou onde fica a sede de governo.
  • Aceitar mais de uma resposta. Quando várias alternativas são defensáveis, todas contam como acerto e a explicação diferencia cada uma.
  • Descrever o impasse na explicação. Usado nos casos de status internacional disputado, sempre com o documento correspondente à vista.

Como classificamos os continentes

Adotamos sete blocos: América do Sul, América Central e Caribe, América do Norte, Europa, África, Ásia e Oceania. A separação das Américas em três partes acompanha a classificação geográfica M49 das Nações Unidas, que trata América do Sul, América Central e Caribe como regiões distintas.

Para países transcontinentais, seguimos a localização física da capital: Ancara é classificada na Ásia, o Cairo na África. Quando a classificação de um caso é discutível, dizemos isso na própria explicação, como fazemos com as Bahamas.

Como definimos os níveis

  • Fácil: capitais de circulação frequente no noticiário e no ensino básico brasileiro.
  • Médio: capitais que não são a maior cidade do país, casos de confusão recorrente e países menos citados.
  • Difícil: capitais pouco divulgadas, transferências recentes, microestados, territórios dependentes e arranjos institucionais incomuns.

A classificação é editorial e leva em conta o repertório de um público brasileiro. Ela é revista sempre que percebemos que uma pergunta está mal calibrada.

Como cada pergunta é escrita

Toda pergunta passa pelas mesmas etapas: definição do dado a ser cobrado, conferência em pelo menos uma fonte da hierarquia acima, redação do enunciado sem ambiguidade, escolha de três alternativas incorretas plausíveis — em geral cidades reais do mesmo país ou capitais vizinhas —, redação da explicação, da localização e da curiosidade, e registro do endereço da fonte.

Alternativas incorretas nunca são inventadas nem absurdas: elas existem para testar uma confusão real, como Guayaquil no lugar de Quito ou Dubai no lugar de Abu Dhabi.

Com que frequência revisamos

O acervo inteiro foi conferido em setembro de 2026. Fazemos uma revisão geral programada a cada seis meses e uma revisão pontual sempre que houver notícia de mudança de capital, alteração de status político ou reconhecimento diplomático relevante. Toda alteração de conteúdo fica registrada, com data, na página de correções.

Sobre as ilustrações

Todos os elementos visuais do site — o globo da página inicial, os ícones das regiões, a rosa dos ventos e as texturas de fundo — foram desenhados especificamente para este projeto. Não reproduzimos bandeiras nem mapas de terceiros, justamente para não depender de licenças alheias nem induzir a erro sobre fronteiras.